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Aurora, Ceará, Brazil
Músico licenciado do curso de Música da Universidade Federal do Ceará - Campus Cariri.
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domingo, 7 de outubro de 2012

IV Festival de Calouros de Aurora – José Dantas da Silva Resgatando sonhos e transformando-os em realidade!





Na noite do dia 28 de Abril de 2012, um sábado, a cidade de Aurora-CE pôde conferir um evento sadio, voltado para a boa música e para os bons princípios sociais.
O IV Festival de Calouros de Aurora - José Dantas da Silva contou com a participação de 15 candidatos em busca de demonstrar seus talentos a sociedade e em buscar o reconhecimento artístico, participações que levaram o público a se emocionar, gritar, cantar junto, rir, gargalhar e torcer!
Na ala dos convidados um personagem ilustre da cidade, José Dantas da Silva, mais conhecido por Josenir Dantas. O mesmo exerceu importantes serviços ao município de Aurora-CE, podemos dizer que fez a história de Aurora acontecer nos anos 80 e início da década de 90, junto com seus companheiros Didi Tavares, Luiz Domingos de Luna e o Padre Francisco França escreveram capítulos importantes para a narrativa histórica de Aurora-CE.
Josenir veio ao encontro de velhos amigos, familiares, sociedade aurorense, mas especialmente veio para ser homenageado, numa noite repleta de sonhos realizados. O mesmo transparecia de emoção e entusiasmo, pois via em sua frente grandes talentos de Aurora e região. Mas também via a continuidade de um trabalho exercido à 20 anos atrás, via também o reconhecimento por parte dos aurorenses pelas suas obras, que foram muitas!
Ao falar, Josenir Dantas expressou em palavras a emoção que estivera a sentir. Sempre citando a importância da juventude para o desenvolvimento sócio-cultural, e para a reciclagem de valores na sociedade. O autor do Hino de Aurora e do Hino ao padroeiro Senhor Menino Deus conferiu sentado a cada um dos 15 participantes, sendo que uma vez ou outra não resistia e se levantava para aplaudir os candidatos, animar a platéia e incentivar os novos talentos.
No palco se encontravam a postos os músicos Juan Luna na guitarra, Roberto Santos nos teclados, Foguinho na bateria, o autor deste texto, Wagner Layb, no contrabaixo, os candidatos, que a essa hora todos já haviam participado do sorteio que definiu a ordem das apresentações, e o grande mestre de cerimônia Nanda Bezerra, que com seu talento conseguiu conduzir brilhantemente a noite do IV Festival de Calouros de Aurora – José Dantas da Silva. Em frente ao palco se encontravam os jurados: Rael Moura da cidade de Juazeiro do Norte, Cícero Galdino e Marisa Galdino, os dois últimos da cidade do Crato. O evento começou com o aval de Josenir Dantas, que no final de sua fala inicial declarou aberto o festival.
A primeira candidata da noite: Raiane Alves, de apenas 09 anos de idade, chegou surpreendendo a todos com o seu talento e sua afinação, cantando acompanhada pelo seu irmão Henrique dos Teclados, cantou a música “Fala Comigo - Bonde do Brasil”. Em seguida veio a sensação da noite, a candidata que perceptivelmente animou a todos que se encontravam no recinto: Xuxa de Aurora, cantando a música “Me Usa – Banda Magníficos” mostrou o seu potencial e simpatia no palco, deixando assim um marco em sua apresentação. O terceiro candidato da noite, o jovem cantor gospel Stênio Simões veio mostrar seu potencial cantando a música “Getsêmani” encantando a todos com sua potência de voz. Logo após as 3 apresentações foi mostrado o vídeo Túnel do Tempo que tinha como ênfase, levar o público a 20 anos atrás, com a exibição de um vídeo do festival de 1992. No túnel do tempo pudemos conferir várias figuras emblemáticas, entre elas o já falecido Zé Melé e a pequena Elayne Felix da Silva, acompanhada do seu pai ao violão na apresentação. Hoje em dia é conhecida do público que curte “vaneirão cearense” com o nome artístico de Elayne Tyne.
Logo após a primeira exibição do vídeo “Túnel do Tempo” que inclusive foi seguido de depoimentos em vídeo de pessoas que foram ligadas diretamente a Josenir Dantas em Aurora, foi dado o reinicio das apresentações com a candidata Manú Rodrigues, advinda da cidade de Porteiras-CE, a mesma cantou a música “Quem de nós dois – Ana Carolina” encantando ao público com seu talento e simpatia. O quinto candidato da noite foi o jovem José Joalys, quem cantou a música “Margarida – Altemar Dutra”, o candidato demonstrou cantar a música com sentimento, levando o público a euforia no início ao fim de sua apresentação. A sexta candidata foi Geany Thomas, a mesma cantou a música “De volta pro aconchego – Elba Ramalho”, onde esbanjou sua belíssima voz, no refrão aproveitou para oferecer a música apresentada ao homenageado Josenir Dantas.
O público ia ao delírio a cada apresentação, os candidatos podiam conferir suas torcidas, formadas por amigos e admiradores, os seis candidatos que até então já tinham cantado puderam mostrar ao público que o festival era de alto nível, e que valeria a pena que o público esperasse para ver as apresentações dos candidatos posteriores. Pelo que pudemos perceber, a mensagem funcionou e chegou a platéia fazendo com que os mesmos ficassem fixados na Associação Beneficente Aurorense para conferir até o final.
A sétima candidata da noite foi Nívea Castro, que cantou com sua bela voz a música “Aleluia – Gabriela Costa”, emocionando o público em geral e em especial a sua torcida que confirmou sua presença no evento. O oitavo candidato foi o jovem Filipe Gonçalves, onde cantou a música “Céu de Santo Amaro – Flávio Venturini”, logo de início ofereceu a apresentação a sua mãe, que estava presente no evento. O nono candidato foi Henrique Macêdo, interpretando a música “Pescador de Ilusões – O Rappa”, de início o candidato chamou a atenção do público com suas palavras que confessavam o amor à música sentido por ele.
A décima candidata foi a Jack, que interpretou a música “Ainda Bem – Marisa Monte”, a candidata por ser principiante mostrou coragem e encarou a platéia de forma profissional, demonstrando estar à vontade. A décima primeira candidata foi Lena Magalhães, que cantou a música “Pássaro de Fogo – Paula Fernandes”, a mesma repassou carisma e alegria ao público com sua interpretação. A décima segunda candidata foi Patrícia Olyver, que interpretou a música “Palpite – Adriana Calcanhoto”, de início a candidata agradeceu a Josenir Dantas pelo incentivo prestado a musicalidade aurorense e em seguida começou sua bela apresentação.
Finalmente chegávamos ao último bloco de apresentações, e chegávamos também ao final de uma competição saudável e de bom nível. Para finalizar a noite de apresentações se apresentaram três candidatas, a décima terceira da noite foi Liliane, que cantou a música “Não está sendo fácil – Kátia”, a candidata preferiu ser acompanhada somente ao violão, um ato de coragem que fez com que sua bela voz ficasse em evidência. A penúltima candidata foi Amanda, que cantou a música “Como eu quero – Kid Abelha”, demonstrando ter escondida uma bela voz, a qual impressionou o público presente. Finalmente chegamos a apresentação final, onde a última candidata da noite foi Sisa Mara, que cantou a música “Tente outra vez – Raul Seixas” encerrando assim o ciclo das majestosas apresentações.
A cada apresentação os candidatos eram indagados se queriam receber a opinião de um dos jurados, que neste caso era escolhido pelos candidatos. Todos os candidatos quiseram receber opinião, opinião que vinha com elogios e críticas construtivas, mas que não confessava a preferência dos jurados, muito menos a nota dos candidatos. Tal feito serviu para diminuir a ansiedade dos candidatos pelo resultado final, resultado esse que, aliás, demorou a sair por conta dos cálculos que foram feitos e refeitos, com a intenção de conferir a legitimidade dos fatos.
Logo após todas as apresentações abrimos o momento para homenagear Josenir Dantas com uma placa de homenagem, com a intenção de oficializar a noite e materializá-la com a placa, que continha de forma resumida uma descrição em forma de poema da trajetória de vida de Josenir Dantas. Após receber a placa Josenir proferiu palavras de agradecimento e emoção, agradecendo em especial aos que gravaram depoimentos para sua pessoa, que foram: João Silva, Zé Nilton, Auricélio Fernandes, Didi Tavares e Fátima Oliveira, que apesar de não ter saído por conta de problemas técnicos, foi agradecida da mesma forma. Agradeceu também aos candidatos, aos jurados e aos patrocinadores, parabenizando-os pelo ato de investir na cultura do município, e encerrou agradecendo aos promotores do evento. Josenir continuou sua fala onde se disse surpreso sobre os depoimentos dos seus familiares, que levaram o homenageado as lagrimas por vários momentos.
Enquanto o resultado não saia, os jurados faziam seus pronunciamentos e confessavam sua satisfação em ter participado do evento que conteve vários talentos de bom nível, e outros confessaram sua surpresa ao deparar com belas vozes, vozes que segundo os jurados já se encontram preparadas para encarar uma carreira profissional.
O homenageado da noite, Josenir Dantas, foi convidado pelo mestre de cerimônia Nanda Bezerra a cantar algumas de suas composições, convite que o pegou de surpresa, uma vez que não havia preparado música alguma, mesmo assim o mesmo veio ao palco e cantou sala de reboco junto dos músicos da banda do festival.  
Finalmente, era chegada a hora de saber quem dos 15 candidatos tinham sido os melhores da noite. E o resultado foi favorável a somente 3 deles. Os jurados entenderam que os três mais bem votados foram os melhores em suas apresentações, e o 3º lugar, recebeu o prêmio das mãos de Júnior Lira, foi a candidata Sisa Mara, que cantou a música “Tente Outra Vez – Raul Seixas” a mesma foi a última candidata a se apresentar. E o 2º lugar recebeu o prêmio das mãos do autor deste relato, Wagner Layb, a cantora que veio de Porteiras-CE, Manú Rodrigues, que interpretou a música “Quem de Nós Dois – Ana Carolina” e finalmente o primeiro colocado, da cidade de Aurora-CE, Stênio Simões, que interpretou a música “Getsêmani – Leonardo Gonçalves” e recebeu seu prêmio das mãos de Josenir Dantas, fechando assim a ansiedade dos candidatos e a curiosidade do público.
Para fechar a noite não poderia faltar a banda mais tradicional da cidade de Aurora, Grupo Aquarela e o cantor João Bosco, que com seu carisma e simpatia conduziu o final deste que foi um belo festival, cheio de surpresas, curiosidades, emoções, reencontros e felicidade. Quem dera tivéssemos a oportunidade de termos todo fim de semana festivais dessa natureza?

IV FESTIVAL DE CALOUROS DE AURORA – JOSÉ DANTAS DA SILVA
28/04/2012
Aurora-Ceará-Brasil

REALIZAÇÃO:
WAGNER LAYB E SITE AQUI CONECTADOS

AGRADECIMENTOS:
GOSTARIAMOS DE AGRADECER FORTEMENTE AO HOMENAGEADO DA NOITE: JOSÉ DANTAS DA SILVA - JOSENIR DANTAS E FAMÍLIA

AOS PATROCINADORES:
JÚNIOR TAVARES – ABA
IRAILTON – AKI MOTOS
OSASCO GONÇALVES – AUROMÓVEIS
GUIMARÃES GONÇALVES – ELETROLAR
ALDEMIR BATISTA (DODINHA) – G.A.S. EVENTOS
LAMHARCK DIAS – PRESIDENTE DO PC DO B DE AURORA
IDEMÁRIO TAVARES – LOJÃO E CONSTRUÇÃO
ROGÉRIA LEITE – POSTO SÃO JOSÉ
SANDRO LOPES – RADIALISTA
WILSON LUNA – SÓ KOSMÉTICOS
ADAILTON MACÊDO – PREFEITURA MUNICIPAL DE AURORA – ADM. O POVO CONSTRUINDO O NOVO

AOS APOIADORES:
ERIVAN LAVOR – SPORT E MAGAZINE
JOSIMAR LUNA – LUNA COURO
BANDA GAROTOS BACANAS
FORRÓ XOTEADO
SITE O MORAL
SITE AUROEVENTOS
ZEZINHO E IZAIDE – MERCADINHO DO POVO
E.E.F.M. MONSENHOR VICENTE BEZERRA
RÁDIO 102,3 - AURORA DO POVO FM
MYKEIAS GORDIM DA MÍDIA
PK MOTOS
MAURO TAVARES – LOJAS ARCO-IRIS
LEO CLUBE DE AURORA-CE
PJ – PASTORAL DA JUVENTUDE – AURORA-CE
CÍCERO GREGÓRIO - GRUPO VOLUNTÁRIO
SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE AURORA
PROFESSOR JOÃO TAVARES CALIXTO JÚNIOR
MALUNGO PRODUÇÕES

AOS COMPONENTES DA BANDA:
ANTÔNIO CARLOS (FOGUINHO) – BATERIA
JUAN LUNA – GUITARRISTA
ROBERTO – TECLADO
HENRIQUE – TECLADO
MARCIANO OLIVEIRA – TÉCNICO DE SOM


A EQUIPE DE APOIO:
NANDA BEZERRA
ALCIONE PEREIRA
JOSÉ EDSON
DANIEL GUSTAVO
EDUARDO LIRA
ZÉ MORENO
LEO CLUBE DE AURORA-CE

AOS CANDIDATOS:
RAIANE ALVES – FALA COMIGO – BONDE DO BRASIL
XUXA DE AURORA – ME USA – BANDA MAGNÍFICOS
STÊNIO SIMÕES – GETSÊMANI – LEONARDO GONÇALVES
MANÚ RODRIGUES – QUEM DE NÓS DOIS – ANA CAROLINA
JOALYS – MARGARIDA – ALTEMAR DUTRA
GEANY THOMAS – DE VOLTA PRO ACONCHEGO – NANDO CORDEL
NÍVEA CASTRO – ALELUIA – GABRIELA ROCHA
FILIPE GONÇALVES – CÉU DE SANTO AMARO – FLÁVIO VENTURINI
HENRIQUE MACÊDO – PESCADOR DE ILUSÕES – O RAPPA
JACK – AINDA BEM – MARISA MONTE
LENA MAGALHÃES – PÁSSARO DE FOGO – PAULA FERNANDES
PATRÍCIA OLYVER – PALPITE – ADRIANA CALCANHOTO
LILIANE – NÃO ESTÁ SENDO FÁCIL – KÁTIA
AMANDA – COMO EU QUERO – KID ABELHA
SISA MARA – TENTE OUTRA VEZ – RAUL SEIXAS

AOS JURADOS:
CÍCERO ANTÔNIO GALDINO NASCIMENTO
MARISA DO NASCIMENTO GALDINO
CÍCERO RAEL ALVES MOURA


AOS ENTREVISTADOS:
JOÃO SILVA
JOSÉ NILTON
AURICÉLIO FERNANDES
DIDI TAVARES
FÁTIMA OLIVEIRA
ERISMAR DANTAS
DARLING DANTAS
DIOGO DANTAS
DÁRDANA DANTAS
NAIR DANTAS


AOS CONVIDADOS E AO PÚBLICO QUE COMPARECERAM AO EVENTO.

“A música é uma prova de Deus.”
Rão Kyao
(Lisboa)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Biografia - Josenir Dantas



José Dantas da Silva, mais conhecido pelos seus conterrâneos como Josenir Dantas, é filho de Antônio Dantas Neto e Maria Nair Domingos. Nasceu no Tipi, distrito de Aurora-CE, em 22 de setembro de 1951.

Vida Estudantil
Josenir Dantas tem uma vida estudantil marcada por lutas, desafios e conquistas, que fazem dele um vencedor de batalhas, do medo e do desconhecido. Começou sua carreira estudantil no sítio Tipi, onde cursou o seu primário. Em 1966, preparou-se e fez admissão ao ginásio na cidade de Aurora-CE, no então Ginásio Paroquial Senhor Menino, atualmente, Colégio Paroquial Senhor Menino Deus. Em 04/01/1971, com seus dezenove anos, alçou voo para São Paulo, cursando por lá contabilidade no mesmo ano que chegou. Entre 1976-1978, cursou o 2º Grau no Colégio Luiza de Marilac, na Avenida Voluntária da Pátria, Bairro de Santana – cidade de São Paulo.
Bacharelou-se em Licenciatura Plena em Geografia entre 1984-1987 pela UFCG, Campus V, depois bacharelou-se em Direito pela mesma Universidade entre 1988-1992 através do Campus VI, Sousa-PB, sendo que atualmente está cursando a Faculdade de Teologia pela Faculdade de Teologia de Fortaleza, Seminário da Prainha, Fortaleza-CE.

Vida Profissional
Apesar de ter sido agricultor dos sete anos aos dezesseis anos de idade, pode-se dizer que teve sua vida profissional iniciada em São Paulo. Chegou a terra da garoa no dia 04/01/91971, e logo teve que cursar contabilidade.  No final do mesmo ano, através de concurso, ingressou no Bradesco, começando a trabalhar na Matriz do banco, na cidade de Deus, situada na cidade de Osasco, cidade da grande São Paulo. Transferiu-se para agência de Santo André, ABC Paulista, mas em 1974, deixou o banco e passou a trabalhar como vendedor de máquinas de escrever e máquinas de calcular eletrônicas, sendo que, como vendedor, permaneceu durante seis anos.
Família: Em maio de 1975 casou-se em São Paulo, com a baiana Dinalva Oliveira. Tiveram sete filhos: Diógenes - Diene - Danúbia - Denice - Dárdana - Diogo Rafael e Darling.
Josenir Dantas e Dinalva Oliveira ficaram juntos até abril de 2008, mês e ano do falecimento de sua esposa (Dinalva), já em Fortaleza.
Vida Docente: Josenir exerceu com vigor e destaque o seu papel de docente no município de Aurora, com a sua forma de ensinar marcou vidas, assim como deixou sua marca na história de Aurora. Em julho de 1979 chegou a Aurora e ingressou como professor de Matemática, Física e Química na Companhia Nacional de Escolas da Comunidade, CNEC. Na mesma época foi professor substituto no Colégio Estadual Tabelião José Pinto Quezado.
Entretanto, no dia 02 de Janeiro de 1981 entrou para o Colégio Paroquial Menino Deus, convidado pelo Professor Didi Tavares e Pe. França, inicialmente, lecionando Português e Matemática no antigo curso ginasial no período da manhã. À tarde era responsável pelo curso primário e mais tarde tornou-se professor do 2.º Grau, no período noturno, época em que já era Supervisor Escolar na entidade.
Em 1986 foi eleito Presidente da II Semana Universitária de Aurora, época em que convidou e recebeu em sua casa o grande Antônio Gonçalves da Silva, ou simplesmente, Patativa do Assaré, o qual veio dar seu show para os universitários.
No ano de 1989 assumiu a Secretaria de Educação e Cultura do Município, permanecendo até o final do Mandato do Prefeito João Antônio de Macêdo. Foi o primeiro Secretário de Educação, época em que se construiu a Escola Romão Sabiá, e que havia no município 60 escolas rurais, tendo visitado todas, por diversas vezes, administrava 16 funcionários internos e 800 funcionários municipais da zona rural.
Paralelamente nos anos de 1990 e 1991 foi professor de Matemática do Educandário das Freiras na cidade de Sousa. (PB), convidado pela Irmã Carmélia Gonçalves. Em 1993 foi eleito Diretor do Colégio Paroquial, onde permaneceu até 1996.

Música e Religião – O Lado Católico
Em 18 de junho de 1981 fundou o Coral da Matriz, o qual era intitulado de GCI (Grupo Cantante Independente), iniciando-se com nove membros e atingindo mais tarde, em seu ápice, vinte e dois. Após dez anos consecutivos repassou o GCI a Senhora Nina e Lourdes Paulino. Ressalte-se que após sua saída, vários grupos de Corais foram formados, os quais ainda funcionam.
Hora do Ângelus: durante vários anos criou e apresentou o Programa Católico intitulado “Hora do Ângelus”, através do serviço de som da torre da Matriz, sempre às 18 horas.
Campanhas Populares: Através de campanha popular, em 1984, comprou e entregou a Matriz o primeiro órgão eletrônico para o Coral, o qual foi executado tanto pelo Senhor Joaquim Paulino, quanto pelo próprio Josenir. Logo depois, por meio de nova campanha, adquiriu o mais perfeito e dinâmico serviço de som para Paróquia, sendo que sua última campanha de arrecadação popular foi para comprar um relógio novo para torre da Igreja do Menino Deus, o qual marcava hora certa para toda cidade.

Vida Musical
No campo musical Josenir Dantas foi fundamental para o desenvolvimento musical, social e cultural da população de Aurora. Suas obras, atitudes e ideias enriqueceram gerações e até hoje servem de exemplo e incentivo para os jovens. O cenário musical floresceu a partir dos anos 80 com a idealização, por parte Padre França, da Banda de Música Sr. Menino Deus. Mas foi através de Didi Tavares e Josenir Dantas que os primeiros 21 instrumentos musicais foram comprados e entregues a primeira Banda de Música do Colégio Paroquial, cuja direção era exercida pela Direção do referido estabelecimento escolar. Foi então que cursou aprendizagem em Sax Tenor durante quatro anos, época do saudoso e querido Maestro Esmerindo Cabrinha de Cajazeiras-PB.
Em 1981 compôs o Hino de Aurora e mais tarde o Hino do Padroeiro, mas só veio gravá-los no ano de 2003.
Em 1991 idealizou e realizou o I Festival de Calouros de Aurora, seguindo-se posteriormente os outros.

Esporte
Na presidência da Liga Desportiva de Aurora, LDA, atualizou os estatutos e os registrou, além de ter promovido o 1º Campeonato de Futebol do Município, sendo que a partir do 2º Campeonato, entregou a direção ao Dr. Célio Saraiva.

Imprensa e Jornalismo
Entre diversos segmentos, também teve destaque na área de imprensa e jornalismo, sendo que em 1982 fundou o primeiro Jornal Escrito de Aurora, denominado: Gazeta Aurorense, o qual tinha anuência da Paróquia Menino Deus. Uma curiosidade é que na época o prefeito Cel. Macedo tentou fechá-lo, mas depois passou a prestigiá-lo por ocasião da 1ª Semana do Município de Aurora.
Na rádio Vale do Salgado, de Lavras da Mangabeira, tinha registro como repórter para Aurora e também escreveu para o jornal Diário do Nordeste, Coluna do Interior.

Vida Política
Na década de 80 foi Secretário do Diretório do MDB, depois, PMDB, ao lado de Francisco Carlos Macedo Tavares, época em que também foi candidato a Vereador, mas não se elegeu. Como político partidário, concorreu a vereança e deputado estadual, mas não conseguiu o total de votos necessários para se eleger.

O lado Compositor

 
Josenir Dantas além de compor os Hinos do município de Aurora e do Padroeiro dedicou-se também a compor músicas do cenário nordestino, e já ultrapassou a marca de 100 composições, já tendo gravado sete álbuns, destaque para “Sonho Nordestino” – “Forró da Gente” – “Forró Moreno”, sendo que seu último disco, “Coisa Viva”, encontra-se inédito, apesar de ter concluído gravação no dia 21 de setembro de 2011.



Abaixo segue o link do blog de José Dantas da Silva, onde contém todas as letras de suas composições: http://josedantasdasilva.blogspot.com/
Além do blog com as letras de suas composições, também tem um espaço no site PALCOMP3, ao qual publica o áudio de suas composições, acessem e conheça sua "biografia sonora": http://palcomp3.com/JOSEDANTASDASILVA/


 Vida Atual
José Dantas da Silva hoje vive em Fortaleza, transferiu-se para capital desde 29/04/1994, aonde fundou e ainda mantém seu Escritório de Advocacia. Como advogado, milita na cidade alencarina, interior do Ceará, Recife, e até no Rio de Janeiro.
Sua vida olhada pelo retrovisor da contemporaneidade serve de exemplo e de orgulho para os seus conterrâneos e para todos que vierem a conhecer sua biografia. Por tudo o que fez não é difícil deduzir que José Dantas da Silva, o Josenir, é filho de Antônio Dantas Neto e Maria Nair Domingos, é filho do Tipi, é filho de Aurora-CE. E com orgulho!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Música no Cariri: Abidoral Jamacarú

                                              Abidoral Jamacarú

            Abidoral Jamacaru é natural da cidade de Crato-CE, nascido em 28 de novembro de 1948. Cantor e compositor desde 1970. Participou de vários festivais musicais, no decorrer de sua carreira. No III Festival da Canção do Cariri, realizado em 1973, na cidade do Crato, obteve o primeiro lugar com a música Lembranças do Carnaval que Passou. Dois anos depois conseguiu alcançar novamente a primeira colocação, agora na V edição do festival, com a música Margem Virgem.
         Além de participações em festivais, tem vários shows realizados nos mais diferentes locais do Brasil: Centro Dragão do Mar e Theatro José de Alencar, em Fortaleza; Teatro dos Quatro, em Teresina; Espaço Cultural da AABB da Tijuca, no Rio de Janeiro, dentre outros.
        O LP Avallon, de 1986, foi seu primeiro trabalho, gravado em São Paulo, no Studio Vice-Versa. Esse trabalho pode ser considerado um marco na produção musical cearense. Com uma produção muito bem cuidada de Luiz Carlos Salatiel e um trabalho gráfico marcante, de Romildo Alves e Edelson Diniz, o trabalho de Abidoral Jamacaru representa muito bem a riqueza cultural do Cariri. Em 2001, Avalon foi remasterizado e lançado em CD, pelo Studio Abel Produções Musicais, em Fortaleza.
         O CD O Peixe, de 1998, gravado no Studio Planeta, em Fortaleza, foi apontado pelo jornal O Povo como o melhor disco cearense do ano.
          Bárbara, título de seu mais recente trabalho, que presta justa homenagem a heroína Dona Barbara de Alencar. Neste terceiro trabalho, Abidoral mantém-se coerente aos seus princípios musicais. Contextualização literária atualizada, arranjos trabalhados sob a sua supervisão, sempre com propósitos inovadores! Novos parceiros, novas roupagens nas músicas de outros autores.
      Participou ainda de coletâneas, como Viva a Patativa, realizado pela Equatorial Produções, Fortaleza-CE; Compositores e Intérpretes Cearenses, realizado pelo Studio Lave e ProÁudio, em Fortaleza-CE.
            Abidoral é um artista bastante preocupado com o sentido do seu trabalho, isso se pode perceber, pelo tempo que leva para gravar seus discos (Cerca de dez a doze anos), pois ele afirma ser muito crítico com seus trabalhos. Já recebeu convites de gravadoras que o queriam modelar, condicionando-o a seguir o estilo de Alceu Valença, mas preferiu negar à mídia que negar a sí mesmo, mostrando assim a importância de um verdadeiro artista que busca seus ideais, e prima por seu estilo.
           Abidoral Jamacaru é isso e tudo mais, é o Brasil em canção, o nordeste em poesia, o mundo em harmonia e ritmo, é um orgulho para o Cariri. Ele consegue ser um artista de ontem, de hoje e de sempre.

Trabalho: 4º Ensaio de Troca de Afetos: Um pequeno ensaio sobre um grande artista: Abidoral Jamacaru. Publicado no livro: "Esmiuçando saberes de gente semente: Uma história de encontros pedagógicos"
Equipe: Francisca Romão Souza, Ibbertson Nobre Tavares, José Edson Santos Rodrigues, João Emanuel Sampaio Pereira e Wagner Layb Luna Oliveira.

Fontes Consultadas:
In http://tarsoaraujo.blogspot.com/2009/01/novo-cd-de-abidoral-jamacaru.
In http://musicadoceara.blogspot.com/2007/08/abidoral-jamacaru-avallon.
ALMEIDA FILHO, Luciano de. Vida e Arte. Jornal O Povo: 18/10/1997
MOURA, Dawtom. Memórias de um Cariri Musical. Caderno 3. Jornal Diario do Nordeste: 13/08/2007

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Poetas de Aurora : Poeta Jucier da Silva



          Francisco das Chagas Alves da Silva, o Jucier da Silva, nasceu no sítio Pau Branco, localidade de Aurora-CE no dia 08 de outubro de 1971. Filho de Otacílio Alves da Silva e de Francisca Maria da Silva.
          Seus pais, humildes trabalhadores do campo e sem nenhuma ligação com a arte da poesia viram crescer no lar um menino esperto e talentoso e que tinha desde cedo a pretensão e o desejo de se tornar um cantador de viola. Talento nunca faltou, pois como é comum saber, para a arte da poesia já se nasce com o dom.
          Com bastante audácia para um jovem de sua idade, aos 13 anos comprou sua primeira viola, com seu próprio dinheiro e sem o consentimento dos pais, pois os mesmos eram contra o menino de apenas 13 anos de idade se tornar um violeiro. Para os pais de Jucier da Silva a única missão que lhe restara era de trabalhar na roça para garantir o sustento da família, e nada mais além disso, nem mesmo o estudo era tido como prioridade.
          Por conta da pressão familiar, o jovem Jucier não viu outra escolha senão deixar de lado sua viola e com ela o seu sonho de se tornar um violeiro, preço pago pela estimada obediência aos pais. Porém nunca desistira de um dia, conquistando sua independência, realizar o tão desejado sonho. O poeta Jucier cita o caso do jovem Alex de Luna, do sítio Oiticica, localidade de Aurora-CE como um ótimo exemplo a ser seguido, pois os pais sempre apoiaram o jovem a seguir e aperfeiçoar cada vez mais seu talento de cantador violeiro.
          Jucier da Silva passou 23 anos esperando o momento certo para entrar no mundo artístico de corpo e alma, e foi no dia 13 de julho de 2007 que o grande desejo de ser tornar um cantador de viola profissional foi alcançado. Nesse mesmo ano começou seu programa na Rádio Educativa Aurora do Povo FM. Programa Aurora Sertaneja que era transmitido das 5:30 às 6:30 da manhã e que tinha como parceiro o poeta Zé Maria. O citado programa durou um ano e meio na grade da Rádio 102,3.
          O poeta Jucier da Silva nunca teve um parceiro certo, sempre optou por fazer diversas parcerias com vários poetas de Aurora e região, dentre eles: Joãozinho Leite, Cícero Cosme, entre outros. As modalidades mais utilizadas por Jucier da Silva como cantador de viola são: Sextilha em sete sílabas; sextilha em seis sílabas; mote em sete sílabas; mote em decassílabas; padrão em 7ª e em 8ª além de canções.
          Participou de vários festivais em Aurora, Lavras da Mangabeira, Canindé, Barbalha, Juazeiro do Norte, Barro, entre outras.
          Atualmente o poeta Jucier da Silva está com 40 anos de idade, com a força e determinação de um jovem para seguir sua jornada e realizar grandes feitos. Está com um programa na Rádio Educativa Aurora do Povo FM chamado Encontro de Violas transmitido das 11:00 às 11:30 da manhã e que está no ar desde setembro de 2011. Como parceiros de programa estão: poeta Zé Gomes e Joãozinho Leite. Tem a fé como principal aliada e sonha em gravar um CD e um DVD como forma de consolidar sua carreira.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mestre da Madeira: Gil Chagas

Marceneiro, Entalhador, Escultor, Carranqueiro, Artesão, Luthier e Músico.

BIOGRAFIA ARTÍSTICA
Gil Chagas é um mestre de madeira com uma capacidade de criação e um nível de qualidade invejável, misturando-as assim com a ousadia, que são elementos pertencentes aos grandes artistas. Nasceu em 18 de março de 1958, em Aurora-CE. Filho de José de Sousa Chagas e Tereza Maria de Sousa Chagas. Iniciou seus trabalhos artísticos em 1970, aos 12 anos de idade. Influenciado pelo pai Zé Chagas e principalmente pelo seu Avô Pedro de Sousa Chagas, mais conhecido como Mestre Pedro. Gil Chagas foi antes de tudo um admirador do trabalho do seu Avô, tanto que passava um dia inteiro só a observá-lo trabalhando em sua carpintaria. Isso tudo levou o mesmo a sofrer uma forte influência pela arte e pelos trabalhos caprichosos do seu avô.
Além da admiração pelo seu Pai e pelo seu Avô, Gil Chagas também admirava os trabalhos de Nêgo Simplício, que na época trabalhava em um quartinho que ficava por trás da Igreja Matriz Senhor Menino Deus de Aurora-CE. Dizia ele que ficava a observá-lo há horas, sem o perguntar nada, só observando-o, pois mesmo tendo apenas 12 anos de idade já trazia consigo que todo artista nunca deve ser interrompido enquanto cria sua arte.
As primeiras peças feitas por Gil (Chagas) foram imagens de santo, que curiosamente foram feitas escondidas de sua mãe, por conta da desaprovação da mesma em temer ver o filho se afastando dos estudos por causa do interesse pela profissão de carpinteiro. A preocupação da mãe não era em vão, uma vez que Gil chegou a matar aulas para fazer suas peças. Gostava de produzi-las na beirada de um açude que ficava perto de sua casa. Costumava deixar por lá mesmo as peças produzidas, escondidas no pé de uma árvore, para a mãe não desconfiar, mas acabava perdendo-as sempre que o açude ficava cheio.
A desaprovação e insistência da mãe em querer ver seu filho focado apenas nos estudos não adiantou, uma vez que a vontade de produzir mais e mais peças e o amor pela arte falou mais alto, tanto que a mãe aceitou o seu destino e decidiu não mais se intrometer nas suas decisões.
            Gil Chagas veio a se profissionalizar como carpinteiro aos 15 anos de idade, tendo como sua primeira “casa de trabalho” a carpintaria do seu pai.
            Em 1975, com 17 anos de idade, Gil Chagas recebeu uma sondagem para trabalhar na cidade de Crato, na Movelaria Irmãos Rola, pertencente a Vlanderico Teixeira da Silva, sondagem essa feita por José Vieira de Castro, mais conhecido por Zé Velame, que era um conhecido puxador de quadrilhas[1] muito amigo do pai de Gil, que se encontrara em Aurora e viera a conhecer Gil Chagas por conta da amizade que tinha com Zé Chagas. Ao saber de tal sondagem o pai de Gil não aprovou sua ida, de modo que seu filho era menor de idade, mas com muita insistência e promessa de que cuidaria bem de seu filho Zé Velame veio a convencer seu Zé Chagas a deixar Gil rumar para um desafio e uma experiência totalmente nova para o garoto.
Chegando ao Crato foi apresentado ao seu Vlanderico, dono da movelaria. O mesmo, ao ver o garoto esboçou um olhar de desacreditado, por conta da idade de Gil Chagas e também por conta do desafio que teria de enfrentar. A desaprovação não partiu só do dono da movelaria, mas de todos os funcionários, que de certa forma excluíram o garoto.
O grande desafio era fazer o trono do Bispo do Crato, Dom Vicente, tido como um dos maiores benfeitores de Crato. Muita responsabilidade e um desafio tremendo para um garoto de apenas 17 anos desacreditado por todos. Mas foi justamente a descrença que fez Gil ganhar coragem e forças para provar seu talento e sua capacidade a todos.
A “prova de fogo” durou dois meses, sendo que o resultado final foi um sucesso. Sucesso que levou Gil Chagas a ter o respeito de todos após ter terminado sua obra. Gil ainda ficou por um ano e seis meses da movelaria, sendo que após sua saída retornou a Aurora.
            Chegando a Aurora, Gil Chagas retoma seus trabalhos por aqui junto com Franzé, união que começou em 1979 e que durou um ano. Logo após essa união Gil partiu pra mais uma aventura, viajou para Bahia, passando por várias cidades, entre elas: Juazeiro da Bahia, Ilhéus e Senhor do Bonfim. A viagem se deu com a intenção de ganhar mais experiência e enriquecer sua arte observando novos elementos. Por lá Gil passou três anos e aprendeu entre outras coisas a fazer Carranca[2]. A voltar para Aurora, mais experiente e com uma visão mais ampla, não tornou sua arte específica, sempre estando aberto aos diversos tipos de arte e manifestação tem como principais obras: Maria Fumaça; Os Elos (correntes de madeira); Peças Sacras (Oratórios e imagens de santo) e sua investida mais recente, a construção de Rabeca.
O LADO MUSICAL
            Gil Chagas tem a arte entrelaçada ao seu ser, além de mestre de madeira sempre foi simpatizante da música, tanto que aprendeu a tocar violão aos 16 anos de idade com um amigo de infância, o Zé Simplício. Gil é um admirador do que é belo e define a música assim, como uma arte bela, que consegue ser popular e ao mesmo tempo mística.
            Esse lado musical maduro fez nascer em Gil Chagas uma vontade de construir um instrumento que era dono de sua admiração: a rabeca.

O LADO LUTHIER
O interesse de construir uma rabeca era um sonho antigo que vinha desde sua infância. Influenciado pelo visual e pelo som da rabeca, viu ainda menino mestres tocando e encantando em suas rabecas pelas ruas de Aurora, isso tudo levou Gil a ter uma verdadeira obsessão em construir rabecas, mas o medo por achar que não estava preparado sempre lhe impediu de tentar.
Foi com a visita de Gilmar de Carvalho, grande incentivador cultural do Ceará, que Gil Chagas teve a chama de construir rabeca acesa novamente. Após ouvir de Gilmar de Carvalho que deveria tentar construir uma rabeca Gil se viu tentado pelo destino a finalmente enfrentar mais esse desafio. Mas anos se passaram, até que em um dia normal, Gil a descansar receptou do nada a forma de uma rabeca em seus pensamentos, logo se levantou e decidiu por definitivo que iria construir a rabeca de acordo como imaginara.
Apesar de ter na mente o formato da rabeca, Gil não hesitou em pesquisar em diferentes fontes. Com o intuito de consolidar seu sonho foi atrás de informações técnicas na internet. Por lá não conseguiu se satisfazer, foi então que  foi pedir auxílio ao mestre Antônio Pinto, mestre de cultura do estado do Ceará. O mestre se mostrou muito feliz em saber do interesse de Gil em construir rabecas, e lhe deu informações importantes para a realização do sonho de menino. Gil saiu da casa do mestre Antônio Pinto com a certeza de que iria consolidar o seu desejo.
Foi em janeiro de 2011 que Gil fez sua primeira rabeca, feito que o deixa realizado como profissional. As rabecas de Gil Chagas sofreram uma forte influência do mestre Antônio Pinto, que trás características das rabecas construídas em Minas Gerais, porém com algumas mudanças no tamanho e em alguns acessórios.
Gil Chagas além da rabeca pretende construir futuramente um Banjo e um Bandolim, e assim se dedicar ao ofício de Luthier, mas não deixando de lado o seu talento para outras áreas da arte em madeira.



A ESTRUTURAÇÃO DA RABECA

 
A rabeca feita por Gil Chagas tem as seguintes características:
·         Madeiras utilizadas: Cedro e Pau-d’arco (Ypê).
·         Bojo (Corpo): 36 cm; Madeira: Cedro.
·         Braço: 12 cm (Seguindo a regra de que tem que medir 1/3 do corpo).
·         Tarraxas: De madeira Pau-d’arco (Ypê).
·         Arco: 70 cm; Madeira: Pau-d’arco (Ypê); Cordas de nilon 0,30.
·         Cavalete: 12 cm; Madeira: Pau-d’arco (Ypê).
·         Alma: 5 cm por 4,5 cm; Madeira: Pau-d’arco (Ypê).
Outras características:
·         Usa um pequeno alumínio no arco com a intenção de pressionar ou afrouxar as cordas de nilon.
·         Passa o breu por cima das cordas de nilon para limpar e para proporcionar uma maior vibração nas cordas.
·         As cordas utilizadas são as 1(E), 2(B), 3(G) e 4(D) do violão, com afinação correspondente.
·          O verniz aplicado é o Gomalac ou Branilac.
·         A cola usada é Cascorés.


[1] Dança típica nordestina trazida junto com a vinda da Corte Real Portuguesa e pelas missões culturais francesas que estiveram no país na mesma época.
[2] Escultura em forma humana ou animal, produzida e utilizada a princípio na proa das embarcações que navegam pelo rio São Francisco.

Fontes:
http://www.crato.org/chapadadoararipe/?p=47050
http://www.quadrilhaciganinha.com.br/historia_das_quadrilhas.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carranca